Faz tempo que não passo por aqui, faz tempo que não escrevo aqui, faz tempo que não sinto o cheiro do meu interior pedindo para repousar por aqui, faz tanto tempo que eu não me olho no espelho, faz tanto tempo que não aprecio um dedilhado, faz tempo que não me encolho de baixo de uma cachoeira, faz tempo que não faço carinho num matinho qualquer, faz tempo que não crio frases para compartilhar aqui, faz tempo que não desenho roupas numa A4, faz tempo que não surfo no asfalto, faz tempo que não sopro o gliter, faz tempo que não paro para pensar na vida antes de dormir, faz tempo que não caminho descalço na areia, faz tempo que não ligo de madrugada para alguém, faz tempo que soltei as mãos dos meus pais ao atravessar a rua, faz tempo que rezo distraída, faz tempo que meu amor por Deus aumenta a todo tempo, faz tempo que não quebro um vidro, faz tempo que não escuto minhas músicas prediletas, faz tempo até que não vou a um show, faz tempo que não brinco de massinha de modelar, faz tempo que não pinto os cabelos, faz tempo que leio vários livros de uma só vez, faz tempo que decidi me casar, faz tempo que resolvi provar todas as comidas do mundo, faz tempo que um passarinho e uma flor me encantam, faz tempo que estou sentada aqui pensando em tanto tempo, e faz tempo que queria escrever todo o meu tempo.
Quem sou eu
- Drika Lima
- O sentido mais provável que conseguiria me explicar, seria de palavras trocadas de um alguém com algum tipo de convivência ao meu lado, e que ainda não definiria tão bem o meu ser quanto o criador. Eu sou fruto do amor.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Puft
Os fones sopram cantos gregorianos nos tímpanos dela.
E de uma vez por todas entendeu. Estará sozinha, não importa o que aconteça. Seja em meio a uma multidão, ou numa montanha só ela e Ele. No calvário, principalmente, estará ela e Ele. Mas tudo vai depender somente dela. Ela vai iniciar, e ela pode colocar o ponto final. Mas ela nunca quer pontos finais, por mais que as circunstâncias da fraqueza a levem a isso. Ela acabara a só. Desmotivada e contraditoriamente com esperança. Sempre haverá uma fisgada no horizonte do seu estômago implorando que continue. Mas ela vai pedir combustível. A quem? Não sei. Ele seria o único que teria. Mas ela é boba e ingênua demais para ficar nessa petição mensal. Não há outra saída, ou fica só e mal acompanhada ou implora a Ele uma fisgada mais forte vinda do horizonte. Afinal de contas ela vai estar só, mas depende d'Ele. Ela beija teus pés e oferece o canto gregoriano numa oração, espera uma graça, mas não devia esperar. Devia ser mais ingênua e fazer sem esperar nada em troca, mas a solidão enlouquece. Ela só precisa descobrir que ficar só tem lá sua graça, ficar só, deixa Ele mais por perto, mas sem aquele canto que a faz rezar duas vezes, ela vai e o deixa. Ela precisa aprender que tudo depende dela, mas ela precisa d'Ele.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Dro Part II
Viu só como as coisas continuam? "Como é que pode ter apagado esse fogo de repente, se existia uma fogueira dentro do seu coração." Não calculei nem um milésimo de segundo ao teu lado e logo vi que poderia ser insano demais, do jeito que eu gosto, do jeito que me fascina, nada ensaiado, tão espontâneo quanto cuspir a bebida durante uma crise de risos, mas eu sei que o último minuto contigo não voltará mais, queremos caminhos iguais mas separados. É bonito de ver teu sorriso de longe, ele já esteve frente a frente comigo. Lembra? Mas foi feita a vontade de Deus...
Se Ele mudar de ideia... Estamos aí.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
TeuRiso
Eu estava escolhendo no balcão qual o chocolate iria me acompanhar naquela noite, junto ao refrigerante, os pães e o bolo de brigadeiro. Você estava atrás de mim com um pacote de fubá. Eu completamente impaciente com o cliente na minha frente. Te olhei, e você estava apenas aguardando, com toda calma do mundo estampada na face. Com a mão segurando o fubá que estava colado ao teu peito. Calei minha mente enrugada das minhas futilidades e prestei atenção na maneira como você se comportara, te imitei.
Outra noite, bem tarde, enquanto subia a minha rua, no belo carro de meu pai, comprado com muito suor, porém muito bem exibido por mim, lá estava você com toda paciência e esperança do mundo estampada no teu corpo catando teus papelões.
Certa vez passei por ti, e você estava tocando aquela viola arranhada e desafinada, lembra? Teus trajes sujos e rasgados, cabelos embaraçados. Te desejei 'Boa tarde' e você me mostrou um sorriso de orelha a orelha.
Como outro dia em que chutei uma bola nova de presente na direção dos teus filhos, e eles sorriam para mim como se a vida fosse a coisa mais perfeita de todos os tempos, como se na sua casa a geladeira e os armários estivessem cheios e você tivesse matriculado eles na melhor escola, e que todos estivessem em perfeita saúde e acesso perfeito a saúde e educação.
Olha só meu senhor, ontem mandei meu pai ir para o inferno pois ele trouxe guaraná ao invés de coca-cola e você e sua família aí, agradecendo que o dinheiro dos papelões foi suficiente para garantir teu fubá.
Outra noite, bem tarde, enquanto subia a minha rua, no belo carro de meu pai, comprado com muito suor, porém muito bem exibido por mim, lá estava você com toda paciência e esperança do mundo estampada no teu corpo catando teus papelões.
Certa vez passei por ti, e você estava tocando aquela viola arranhada e desafinada, lembra? Teus trajes sujos e rasgados, cabelos embaraçados. Te desejei 'Boa tarde' e você me mostrou um sorriso de orelha a orelha.
Como outro dia em que chutei uma bola nova de presente na direção dos teus filhos, e eles sorriam para mim como se a vida fosse a coisa mais perfeita de todos os tempos, como se na sua casa a geladeira e os armários estivessem cheios e você tivesse matriculado eles na melhor escola, e que todos estivessem em perfeita saúde e acesso perfeito a saúde e educação.
Olha só meu senhor, ontem mandei meu pai ir para o inferno pois ele trouxe guaraná ao invés de coca-cola e você e sua família aí, agradecendo que o dinheiro dos papelões foi suficiente para garantir teu fubá.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
InLoveEver
A nossa aventura é imprudência.
É inventar desculpa pra sentar do lado de um estranho em um bar qualquer só pra ouvir de perto aquele sotaque.
É passar horas de uma noite descobrindo afinidades, coincidências assustadoras e farfalhar na imaginação.
É pensar que a luta no ringue adiante não devia acabar, mas dar mais tempo ao embate silencioso de olhos.
É pensar que a luta no ringue adiante não devia acabar, mas dar mais tempo ao embate silencioso de olhos.
É quando todo mínimo toque é muito e o muito é, ainda assim, pouco: É querer mais.
É quando na primeira despedida se sente as pernas trocarem e a incerteza vir em forma de suor de mãos.
É o espaço de tempo que divide a entrega de um numero-convite em papel e o olho que segue até não alcançar mais: Se chama despedida cinza.
É o espaço de tempo que divide a entrega de um numero-convite em papel e o olho que segue até não alcançar mais: Se chama despedida cinza.
Nessa nossa aventura, toda casualidade é farol. Brilha na luz da hesitação. Grita no ouvido, ainda que a teimosia da dúvida se faça de âncora.
[Não existem dúvidas nisso, tudo é certeza tímida que acena e faz charminho]
[Não existem dúvidas nisso, tudo é certeza tímida que acena e faz charminho]
Nos descobrimos ao descobrir que no primeiro beijo o mundo explodiu.
Que não existiria outro. Aquele primeiro é o último primeiro beijo que se quer num dia eterno, mas que se acaba.
Que não existiria outro. Aquele primeiro é o último primeiro beijo que se quer num dia eterno, mas que se acaba.
Você torceu o cronômetro e avessou a física: quando menos esperava a visita dobrou o sol, guardou no bolso e tornou a soltar na manhã seguinte (e não se fica satisfeito).
A ampulheta deita e assim se congela o tempo.
A ampulheta deita e assim se congela o tempo.
É quando o nariz descobre que o pescoço é praça de passeio constante.
Quando se vira pintor surrealista de aquarela imaginária nas costas do outro: o dorso curvo é uma tela que nunca se acaba de pintar.
Quando se vira pintor surrealista de aquarela imaginária nas costas do outro: o dorso curvo é uma tela que nunca se acaba de pintar.
Nossa aventura é janela de cego. Mapa em braile a se traçar e repetir com dedos atenciosos e curiosos. Você surgiu feito relâmpago, que surge antes do barulho. É fatal na vida de um e funde dois.
Faz bater coração de lata e transformar pedra em suspiro.
Faz bater coração de lata e transformar pedra em suspiro.
Nós não temos vergonha. Nós somos sem vergonha. Nos livramos de roupas com a facilidade que um cigarro se esvai. Sim, pode fumar aqui.
Você não me completa, mas acrescenta.
Soma com cara de dividir numa operação matemática complexa que se resolve um dia por vez, mas se define as variáveis num único beijo que se repete com todos os exageros que a vida permite:
Toda essa aventura é teórica-prática de insurreições algébricas de corpo-alma.
Soma com cara de dividir numa operação matemática complexa que se resolve um dia por vez, mas se define as variáveis num único beijo que se repete com todos os exageros que a vida permite:
Toda essa aventura é teórica-prática de insurreições algébricas de corpo-alma.
É ser inconsequente e renovar todos os dias a promessa rebelde de revolução entre as colchas, entre as coxas, entre as conchas.
É uma criança com uma caixa cheia de dinamites.
Acendemos o pavio e esperamos juntos pela explosão: explosão, incêndio e nunca cinzas.
Sempre fogo, mesmo quando o coração muda de salsa para tango.
É uma criança com uma caixa cheia de dinamites.
Acendemos o pavio e esperamos juntos pela explosão: explosão, incêndio e nunca cinzas.
Sempre fogo, mesmo quando o coração muda de salsa para tango.
Você é pra mim tudo isso e um pouco daquilo com uma pitada daquilo outro.
A nossa loucura/aventura não é um amontoado de anos – tempo tempo tempo – é um dia por vez, sem virar a folha do calendário: na nossa loucura, É SEMPRE HOJE.
A nossa loucura/aventura não é um amontoado de anos – tempo tempo tempo – é um dia por vez, sem virar a folha do calendário: na nossa loucura, É SEMPRE HOJE.
Por: Danilo Fani
Para: Drika Lima
quarta-feira, 24 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
OTum

Andou desbotada e desconfiada por uns tempos, desapegou dos entoados coloridos do seu dia-a-dia, pecou quando o fez. Saltou da cama com um sorriso diferente nos olhos, o elixir da vida exalava como nunca pelos poros. O céu foi pincelado por alguns tons de sol naquela
manhã, nuvens arrastavam-se preguiçosas sobre o canto dos pássaros numa sinfonia cotidiana e vívida... Perfeita rotina!
manhã, nuvens arrastavam-se preguiçosas sobre o canto dos pássaros numa sinfonia cotidiana e vívida... Perfeita rotina!
#D.L. #Suhk
Olá, acompanhem meu outro blog do site tumblr. Para passar páginas ir em "older" haha, obrigada!
sábado, 20 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
ॐ
“Que você me guarde
na memória, mais do que nas fotos. E
que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história,
para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da
sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela
história de amor da sua vida.”
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Abjúri'
Mas é claro que eu amo tudo o que lhe monta, tudo o que faz ser você, tudo que você é.
Mas...
Meu bem, eu que tanto fiz que agora tanto faz.
Renúncia: Rejeitar, recusar.
Não aceitar, desistir de.
Deixar a posse de.
Abjurar.
É tão mais fácil desistir e não vi motivos para que eu pudesse lutar pelo difícil que por sinal é o que sempre me atraiu, gosto tanto das coisas claras, simples, transparentes, se luto por algo difícil é que tenho certeza que irei ganhar, mas se algo está difícil e não tenho nenhum sinal de fumaça flamejando para que eu siga em frente eu não vou seguir. O duvidoso nos cansa, nos deixa exaustos, assim fiquei e não quero mais estar, gosto de pontuações e este é meu ponto final.
Se tivesse ao menos vírgulas, exclamações... Só tem interrogações e reticências. Renuncio as incertezas.
sábado, 6 de julho de 2013
Bella'
As coisas mais belas...
Valorizar teus dons, agradecer o que passou e o que há de vir, reverenciar o luar, abraçar a alma de quem estiver do teu lado, cultivar a tua natureza, fauna e flora, deixar sentir a luz solar em teu corpo como ato de respeito, lavar os pés de amigos e conhecidos, deixar que a humilhação te engradeça, 'não deixar que ninguém saia da sua presença sem se sentir melhor ou mais feliz', partilhar teu pão mesmo que seja migalhas, beliscar doces, contemplar-se, ter e amar uma ou mais criatura (pássaros e outros bichinhos), demonstrar amor até não poder mais estar vivo, amor para tudo, em tudo.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Certo?
Se numa dança você não conseguira acompanha-la, por que achas que nas loucuras, desejos, risadas, esportes, tristezas, lanches, leituras e afins você conseguirá?
Compreendo a vontade, os esforços, mas se o esforço não lhes trouxer boas gargalhadas, os desejos dela tiverem limites para você, as loucuras forem insanas demais, se nos esportes que ela pratica você não aprender, nas tristeza lhe faltarem palavras, as leituras que ela faz lhe causarem tédio e os afins não combinarem, então solte as mãos dela e a vigie de longe, sabe? Deixe-a sair correndo na sua frente como de costume, mas não apresse mais o passo para alcança-la, deixe. Abrace-a, despeça. No caminho de volta, pense e não imagine que serão os melhores amigos, esqueça qualquer esperança. Um dia serão, mas não agora, talvez daqui 50 anos. Não se sabe.
O amor a dois quando está certo ele vem com a lei da atração, com mil e umas dificuldades que parecem mais um convite ao fim de tudo, mas no final do dia, da semana ou do mesmo mês acaba tudo ficando muito certo. Os dois se ensinam um zilhão de coisas, emburram com mais 2 bilhões e sorriem por motivos N e incógnitas. A reciprocidade do amor fica as claras, fica tão as claras que mesmo diante de uma discussão não há dúvidas.
Os filmes românticos insistem tanto, tanto, para que acreditemos na magia de um par perfeito. Não, eles não mentem, a mensagem mesmo de tanta insistência é para que mesmo com decepções, desapontamentos não desistamos de um dia encontra-lo. Mesmo soltando as mãos daquela maravilha de menina que não combinara com tua alma, haverá sim a tua combinação solta por aí, então, arrume-se, fique bem, aprenda um pouco de geografia, história, ciências e cálculo, aprenda piadas novas, faça uma festa convide a todos, se torne um atleta e cozinhe enquanto assiste vídeos de culinária. Vá em frente, antes que você morra e ninguém tenha nenhum parágrafo para escrever de ti, não que isso importe, mas é bom ter boas lembranças de alguém sabe?
Para um amigo.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Para: Drika
"Ela é boba, ri de tudo e faz palhaçada.
Ela sabe ser seria, fria e grossa. Ela é romântica, sentimental e se apega
muito fácil. Ela se apaixona por sorrisos, gosta de abraços apertados e de
andar de mão dada. Ela gosta de gente que a valoriza, gosta de se sentir
importante e mais ainda quando é mimada. Ela ama fazer carinho, mexer no cabelo
dos outros e de “morder” as pessoas que gosta. Ela é uma garota difícil de
lidar, está cada hora de um jeito e é péssima em demonstrar o que sente. Ela se
importa, tem medo de perder e sente muito cíumes. Ela é um doce de menina, mas
não a machuque pois esta pode ficar amarga."
Ela
é você.
Com
carinho!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Dom'
"Tudo começa com os olhos. Ela tem que ter olhos que vejam mais do que meras futilidades, e enxerguem o bem nas pessoas. 20% anjo, 80% demônio. Com os pés no chão. E que não tenha medo, de sujar as mãos trabalhando."
Dominic Toretto
![]() |
| Minha foto favorita! |
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Enfance'
Hoje acordamos com o dindo' despejando uma lata de água em nossas cabeças, o susto é grande no início, mas logo todos se acostumam. Despertar assim não nos deixa tempo nem de resmungar. Em pensamento, é claro. Ainda estava tudo completamente escuro. Ainda parecia a hora de ir descansar. Caminhões enormes chegavam com seus faróis acesos, uns muito sujos e fracos.
Iniciantes fazem caretas, uns chegam a vomitar, veteranos correm em direção aos caminhões.
Fazia frio, vento estava forte, minha camisa ainda estava molhada. Mas eu sabia que começaria a sentir calor quando começasse o trabalho. Cravei aos mãos no novo lixo despejado e comecei a minha caça. Estava ficando bom naquilo. Nunca fui dono dos trocados daquele amontoado que catara. Mas isso mantinha minha minha barriga cheia. A gororoba do dindo era deliciosa, ou talvez a nossa fome a deixasse assim.
Era momento do descanso e eu precisava fechar os olhos, merda de mente que não me deixa em paz. Só quer sonhar.
Não pode ser que alguém perca a infância, não pode ser.
Ele e Nosso Sentimento, Bárbaro.
E retuitei da menina que tem dois bares no nome: "esquecendo você".
Fiz minhas as palavras dela, por acaso é verdade. Mas não queria que fosse.
Agora sendo minhas as palavras, explico-me. Não, não ando sentindo exatamente nada, afeto, quem sabe? Mas se estou aqui de mãos dadas ainda contigo, lhe explico, esperança. E só.
Não me faz falta se quer um beijo, talvez um abraço.
Meu caráter não me deixa virar as costas mais para as coisas sadias, antes eu gostava tanto do estrago que eu fazia em mim e em quem e nas coisas que estivessem em volta.
Geração saúde, entende? Quero sadios. Essa é a causa das nossas mãos cruzadas, aposto.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Cartas'
Mas veja só que droga: Memórias não são como cartas que queimamos, memórias ficam. Não há tempo que as façam sumir, então esquecer algo que passamos é inevitável, pois até mesmo quando queimamos cartas, restam as cinzas. Mas uma coisa nós ainda podemos: Não se prender a nenhuma dessas memórias.
Prefira Borboletas
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Au Revoir uma Óva!
Poderíamos selar um fim, com um abraço, com o último beijo, com a última palavra por sms. Mas nem isso. Meu dia após o fim, foi assim: sem risos vindo do coração, sem brilhos nos olhos, pensamentos longínquos, lá no teu cheiro, nas tuas piadas, no teu jeito de dirigir, na maneira que você sorri, no teu cabelo caído no teu rosto por culpa do vento. Aí nos falamos, e estávamos "bem", me recuso à infelicidade. 'Não me lembro qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo.' Nas minhas veias já era amor antes de ser. E fiquei assim, dia todo, se quer saber, fui selando tudo sozinha, tem selos que deixo uma pontinha solta, vai que você resolve puxar né? Aí, adeus selos e eu e você sempre assim, juntos, assim, felizes como Deus manda.
“Você seria só mais um dos chicletes que masco para distrair o dia se não viesse com a capacidade incrível de recuperar o sabor o tempo todo." #Tati Bernardi
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Jusqu'à ce Jour
Ah meu querido, se eu pudesse te mostrar que este caminho que tomo é de felicidade plena e eterna. Uma estrada-escada sem corrimão, há degraus que sacolejam para que caiamos e para desistirmos de continuar a subir, degraus com espinhos que entram em teus calçados, degraus que tentam nos convencer que no topo desta escada não há absolutamente nada, que subi-la é perca de tempo, há degraus que tentam nos seduzir nos mostrando desejos insanos, degraus profanos, há alguns apoios confortáveis que nos implicam para que o toquemos e nos apoiemos neles, mas sabe lá no topo?
Ahh, este topo meu bem, tudo que posso dizer é que começarei a viver a partir dali, será divino e eterno. Mas até lá, tenho que me manter firme, fazer minhas obrigações, me exercitar, manter meu equilíbrio, subir estes degraus não é fácil, praticar o amor aqui que lá terei o em troca todo ágape divino merecido, mas necessito me manter firme aqui, você? Você pode vir também, mas terá de passar por verdadeiros tornados, assim como acontece com todos os que querem este topo.
E seremos santos. E estaremos ao lado do Pai. Nenhuma dor aqui será mais profunda do que a do mármore escaldante em meio ao fogo, cinzas e ranger de dentes do inferno, e ele existe. E não há alegria maior do que ter vida eterna ao lado do Pai, mas não existe mesmo.
Busquem a Santidade!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Fé'
Pois cá estou.
De joelhos e sinto o nó desatando, vejo uma luz surgindo no meu comum escuro, a trilha sonora se torna clássica, confortável aos tímpanos, à alma. Um pano passando para lá e para cá, impurezas sumindo. Perdi a voz, agora só o coração que ressoa o que a mente agora sabe, agora quer, agora necessita. Fui até Ele e entreguei tudo que eu tinha, jamais pensei que fazendo isso eu teria tudo. O amor maior do mundo foi por mim. Darei todo meu amor em troca. Estou neste caminho singelo e não quero, nem posso me desviar. Não há outro caminho, não há. Me purificou os olhos. Minhas mãos antes tocara o pecado hoje seguram escritos sagrados e o beijo em gratidão e reverência. Só poderá otimizar tudo isso aqui quando eu eu estiver ao lado d'Ele lá.
मంఎఉ సేన్హోర్ ఎ ంఎఉ
Meu Senhor e meu Deus.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Neu'
Bonito! O sorriso. O olhar sonolento. O cabelo bagunçado. As piadas sem nexo. A cantoria desafinada. Pilotando. Misturando receitas. Dançando. Cílios fechados. Berros no refrão. Queimado de sol. Sentindo a dor. Cabelo penteado para atrás. Adivinhando. Errando a letra musical. Listando seus sonhos. Desenhando o bicho. Me concertando. Me desmontando na cama. Ouvindo reflexões. Me conhecendo. Me agarrando. Dedos dos pés cruzados com os meus. Dividindo travesseiro e cobertor. Me levando para dançar. Gargalhando. Remando. Aprisionando o cabelo. Bagunçando nosso cabelo. Camisa qualquer. Dormindo durante as conversas. Planejando. Trabalhando. Chateado. Se esforçando. Me beijando. Te adorando. Tentando. E o mais bonito de tudo: Juntos.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Aurevoir'
Obsevei um traçado de outro caminho e o segui, cegamente, obediente, caminho áspero e cheio de conforto, sorrindo, sem
questionamentos, só adorando, ouvindo o céu e beijando o vento.
Deixei
lá atrás até minhas roupas, meus palavrões, meus vícios, as bebidas e
danças... Caminho reluzente. Deixei o violão, a hipocrisia, a amiga, a caneca com tema futebolístico. o
meu rebolado, os shows e rock. a descrença, o decote, a miséria de espírito... E segui. E O segui. Desde sempre fui convidada e me retirar do lixo, mas de alguma forma eu suportara aquele mal cheiro, aquela sujeira, há tantos no lixo, é mais agitado, parece até mais divertido, é mais barulhento porém fácil de entender, mais fácil de lidar. Fácil. Quem disse que gente de personalidade como a minha, de conhecimento ibásico porém rico igual meu gosta do Fácil. Quero seguir é este aqui, este todo fino, apertado, cheio de jejum, em silêncio, em adoração, tem cheiro bom, o ar é limpo, é difícil, e eu gosto dele. O Sigo Senhor. De uma vez por todas e não vou me cansar, vai haver em mim o máximo da busca ao teu caminho, o máximo do teu amor refletido em meu olhar. A busca da Santidade. Pensei que fosse tarde, mas nunca é... E eu quero te seguir, e nunca mais voltar atrás, nunca mais voltar ao lixo. Quero a humilhação de ter vindo do lixo, mas não o quero nunca mais. Eu preciso seguir este caminho de traçado lindo. E vou seguir. Jet'aime!
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Go
Por algum motivo, faísca, desejo oculto ele não desistiu dela. Ele quis aquele sorriso, aqueles fios de cabelo bagunçados, aquela moça desajeitada, aquele mal humor floral, aquele olhar virado para o céu em dias de sol forte, aquela caridade a cada ato, honestidade de cada palavra. O fazia bem. Invadido por uma certeza que causa medo, por uma vontade incerta, mas acima de tudo por algo que o fazia bem. A existência de uma mulher que tranquilizava a alma de um homem. Como quando comemos muito e desabotoamos as calças e relaxamos, tão confortável como isso. Ele a quer mais e mais, ela não sabe mas quer tanto quanto.
"Sorte de nós dois/ Quero te fazer feliz/ Meu amor, sempre quis...// Mesmo sem te ver..." [Olhos Certos]
quinta-feira, 4 de abril de 2013
'EU'
Não sei ser discreta a respeito de sentimento algum seja qual for. Se o céu está lindo e azul vou querer admira-lo por horas a fio sem me importar com mais nada. Se mar estiver agitado vou surfar as ondas, pegando jacarézinhos e dando gargalhadas na praia deserta. Se eu não gostar da sua comida eu vou fazer careta. Se a atitude de alguém me magoar eu vou chorar. Se a piada for muito boa eu vou rir desesperadamente. Sou tão 'EU' e sou tão feliz por isso. Leio sozinha para eu dormir. Me elogio. Brigo com minha imagem refletida no espelho. Me encontro. Me agrado. Me amo. Te amo. Mas se nao for recíproco não vejo problema algum em amar sozinha. Posso sorrir não preciso de alguém sorrindo comigo. Sou tão 'EU'. Sou tão inteira. Não percebem. Mas sou.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Grife'
Abrindo os olhos, cada vez mais que aquele filete de luz do sol do amanhecer invadia o chão do seu quarto, meio acordada, o corpo inteiro adormecido sentindo todo macio daquele colchão... Um nome, uma história, um rapaz... Único... Flash na mente á tona... Uma voz... E lhe escapa um riso, solto e leve, sereno como o filete de luz. Flertou. Beijou o rapaz. Abriu seus olhos. Um sonho acordada. Mas ele não é um sonho. O sonho dela é ele, os sonhos dele são dela. É incerto e intenso. É doce. A qualquer minuto pode tudo desabar e assassinar tudo, mas a qualquer minuto pode ser vida, pode ser uma vida, a vida dela, pode ser dele, pode ser ela, pode ser dela a vida dele, eles podem ter a mesma vida.
E se não for, um dia assim será; na noite anterior despediu-se das irmãs do santuário, diz sentir saudade de casa, saudade de uma alma...gêmea. Acordada, de volta a sua casa, sentada à mesa, fitando a fruta matinal, assustada com os devaneios da mente, com o que lhe ocorrerá:
- Mais café, por favor.
- Vai a praia?
- Marquei com ele de frente ao mar, na segunda duna de areia.
Passou o seu melhor perfume e usava a sua camisa predileta, colorida, que a muito não via, naquele santuário onde estava na noite anterior, suas roupas modéstas eram sem cor. Abandonou-o, mas não por isso, mas pela alma que lhe fazia falta.
O avistou sentado, de bermuda, descalço, abraçado as pernas, lhe aguardando. Sentou-se ao lado dele. Ele a fitou. De tudo queriam saber, queriam afundar um no outro como antes, sorriram e sentiram a dor de tudo. Abraço dado e um convite do nosso lado...
'Vem, vamos além...'
E se não for, um dia assim será; na noite anterior despediu-se das irmãs do santuário, diz sentir saudade de casa, saudade de uma alma...gêmea. Acordada, de volta a sua casa, sentada à mesa, fitando a fruta matinal, assustada com os devaneios da mente, com o que lhe ocorrerá:
- Mais café, por favor.
- Vai a praia?
- Marquei com ele de frente ao mar, na segunda duna de areia.
Passou o seu melhor perfume e usava a sua camisa predileta, colorida, que a muito não via, naquele santuário onde estava na noite anterior, suas roupas modéstas eram sem cor. Abandonou-o, mas não por isso, mas pela alma que lhe fazia falta.
O avistou sentado, de bermuda, descalço, abraçado as pernas, lhe aguardando. Sentou-se ao lado dele. Ele a fitou. De tudo queriam saber, queriam afundar um no outro como antes, sorriram e sentiram a dor de tudo. Abraço dado e um convite do nosso lado...
'Vem, vamos além...'
segunda-feira, 11 de março de 2013
mi'
Está chovendo lá fora e desta vez minha transparência está pulsando, meu sangue está quente, pés que volta e meia tropeçam, estavam firmes no sustento do corpo que ardia. A frieza foi convidada a retirar-se. A rosa deixada em cima da cômoda secou junto com meu esmalte pink. Cantarolando"Oh! Darling" lembrei de um riso, tão cômico e esperto. Flertei, beijei meu dedos, os últimos que tocaram aquele mistério. Dedo anelar vazio ainda, aguardando-a, mesmo que seja ainda vazio, está dessa vez sem pressa. Goles acompanhados de dedilhados nas cordas de aço, felino em repouso ao meu lado. Suspirei com o ar dos últimos choros, de alívio e de medo, encanto sem experiência ou qualquer plano em mente. Continuei a ler o caderno de poesia de 'sêu José', sentindo nos lábios a dormência que os escritos multifocais liberam para quem os engole. Lembranças à tona, uma puxada para a parte mais funda de um lago, sem um pingo de sentimento estava por dentro executando a função de um verdadeiro cadeado. Silêncio por fora, surge um arco-íris e me canso. Toca "Feito Pra Acabar". Com este tempo surrado, as roupas antes úmidas se estendidas já poderiam estar secas. Tudo muito rápido, sem medo, com beijo, sem abraço, sem número, com encontros, sem sexo, com risadas sem amizade. Tudo acabando rápido, mesmo que eu implorasse a mim mesma que não acreditasse mais uma vez, eu louca por este, fascinada pelos desencontros, toda eu ali. Com biscoitos, sol&chuva, beijo e dor, Adeus e risos. Mas nada, nada de parar de engolir o caderno de poesia de 'Zé'. Para sempre, flertar.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Ene
Fui buscar umas folhas para que você colorisse o que há dentro da sua mente até que sentisse teu tédio incolor. Entendi que você precisa dizer sempre um pouco de tudo, se não explodem palavras pelos teus olhos, e não há um ser que há console se não você mesma. Ouvi por horas e horas, você tagarelando seus jeitos vividos e de viver enquanto os petiscos esvaziavam o prato e volta e meia fitava seu olhar de autenticidade retida. Por que ainda filtra teu sorriso? Abro teu refri e você pode continuar derramada neste tapete ao meu lado, esvaziando-se e comendo teu bolo. Me diga como você observa o que não é observado, fala por dentro o que é esquecido lá fora, diga do dia que você acompanhou um passarinho e encantou-se pela liberdade de um ser tão pequeno, conte quando descobriu ser frágil, mas não esquece que não podemos passar da hora, amanhã pegaremos o vôo para a selva de pedras, não há muito sossego, mas para você mente vazia é um tanto quanto arma branca. Já te falei sobre sua alma, incógnita, deslumbrante, única e sapeca. Então pois, é única, deixa de lado tudo isso e continua sendo aquilo, continua sendo o que acabara de colorir nessa tua folha, teu sorriso será ainda mais belo, mas pare de apertar seu coração, esmague com seu all star apenas o que estiver entre o delicado e o hostil, afinal ninguém gosta de estar no meio como um intruso ou de meios termos, meios sentidos, meios sorrisos, pessoas pela metade, meios sucessos, ou é inteiro teu ou é inteiro de outros e que fique longe, o que importa é teu ser nobre e único, tua alma de palha italiana reluzente!
Dedicado a Hisses.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Bird'
Ela pedia silêncio a cada dois minutos, dessa vez eles assobiavam mais alto do que das outras vezes. Nada fora tão incomum em sua vida, depois de tantas despedidas por consequência de seus erros ingênuos, desta única vez ela queria que desse certo, pois ela tinha tatuado, em letras garrafais, em sua máquina de bombear sangue "Última tentativa, docinho!". Esta amargura de amadurecimento indecente a confundiu, por algum motivo desatento a deixou atrapalhada nas palavras, nas atitudes... E é disso que os assobios a avisavam, da loucura sensata, do fel que sufoca a mente, da paranoia que o medo causa, que o medo de perder, perde-lo. Por minutos abraçados, ela aperta os lábios para não dizer o que o coração está a espernear, queria que desse certo, desta vez, seria a última, não suportara "Estou amando isso tudo", e soltou, com uma voz arrastada e trêmula, com receio infindável desta última confissão ser acompanhada pela resposta silenciosa... O ar abafado preso no peito..."Eu também estou amando tudo isso, estou amando você". Olhos em gritos, boca secando sua face, um abraço, segurança, sorriso de 'É a última, é desta vez!'. O medo de perde-lo, uma guerra de atacar o que é seu ou deixar voar, se for seu volta. Com o coração abatido, unhas roídas, escutando sermões dos pássaros, tranquilizou o bombeador de sangue e escreveu Shakespeare... "O amor é um fel que sufoca, uma doçura que conserva."
Soltou o lápis, entre os assobios exclamou:
- Posso estar sufocada, mas isso me conservara, afinal, há amor mais bonito? Há beijo mais doce? Há tentativa mais pura? Há coração mais rendido que este? Não assobiem tão alto comigo. Eu o quero, com todo o bem, mas ele sabe das minhas feridas e receios, sei das dores dele, um ar de compreensão devemos ter. Vou esperar.
Se for... Meu... Fica, se for volta.
Importante a ela é ter e ser este amor.
Voltei
A tempos que não escrevo, acho que estou com mágoas a respeito das coisas que vem do coração, com medo de transmitir minha alma... Sim, sei que estou errada. Mas todos nós temos chance de errar, aprender e acertar, estou na fase do aprender... Na verdade devo ter algum déficit... Estou demorando para acertar.
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