Quem sou eu

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O sentido mais provável que conseguiria me explicar, seria de palavras trocadas de um alguém com algum tipo de convivência ao meu lado, e que ainda não definiria tão bem o meu ser quanto o criador. Eu sou fruto do amor.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ene


Fui buscar umas folhas para que você colorisse o que há dentro da sua mente até que sentisse teu tédio incolor. Entendi que você precisa dizer sempre um pouco de tudo, se não explodem palavras pelos teus olhos, e não há um ser que há console se não você mesma. Ouvi por horas e horas, você tagarelando seus jeitos vividos e de viver enquanto os petiscos esvaziavam o prato e volta e meia fitava seu olhar de autenticidade retida. Por que ainda filtra teu sorriso? Abro teu refri e você pode continuar derramada neste tapete ao meu lado, esvaziando-se e comendo teu bolo. Me diga como você observa o que não é observado, fala por dentro o que é esquecido lá fora, diga do dia que você acompanhou um passarinho e encantou-se pela liberdade de um ser tão pequeno, conte quando descobriu ser frágil, mas não esquece que não podemos passar da hora, amanhã pegaremos o vôo para a selva de pedras, não há muito sossego, mas para você mente vazia é um tanto quanto arma branca. Já te falei sobre sua alma, incógnita, deslumbrante, única e sapeca. Então pois, é única, deixa de lado tudo isso e continua sendo aquilo, continua sendo o que acabara de colorir nessa tua folha, teu sorriso será ainda mais belo, mas pare de apertar seu coração, esmague com seu all star apenas o que estiver entre o delicado e o hostil, afinal ninguém gosta de estar no meio como um intruso ou de meios termos, meios sentidos, meios sorrisos, pessoas pela metade, meios sucessos, ou é inteiro teu ou é inteiro de outros e que fique longe, o que importa é teu ser nobre e único, tua alma de palha italiana reluzente!


Dedicado a Hisses.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bird'




Ela pedia silêncio a cada dois minutos, dessa vez eles assobiavam mais alto do que das outras vezes. Nada fora tão incomum em sua vida, depois de tantas despedidas por consequência de seus erros ingênuos, desta única vez ela queria que desse certo, pois ela tinha tatuado, em letras garrafais, em sua máquina de bombear sangue "Última tentativa, docinho!". Esta amargura de amadurecimento indecente a confundiu, por algum motivo desatento a deixou atrapalhada nas palavras, nas atitudes... E é disso que os assobios a avisavam, da loucura sensata, do fel que sufoca a mente, da paranoia que o medo causa, que o medo de perder, perde-lo. Por minutos abraçados, ela aperta os lábios para não dizer o que o coração está a espernear, queria que desse certo, desta vez, seria a última, não suportara "Estou amando isso tudo", e soltou, com uma voz arrastada e trêmula, com receio infindável desta última confissão ser acompanhada pela resposta silenciosa... O ar abafado preso no peito..."Eu também estou amando tudo isso, estou amando você". Olhos em gritos, boca secando sua face, um abraço, segurança, sorriso de 'É a última, é desta vez!'. O medo de perde-lo, uma guerra de atacar o que é seu ou deixar voar, se for seu volta.  Com o coração abatido, unhas roídas, escutando sermões dos pássaros, tranquilizou o bombeador de sangue e escreveu Shakespeare... "O amor é um fel que sufoca, uma doçura que conserva." 
Soltou o lápis, entre os assobios exclamou:
- Posso estar sufocada, mas isso me conservara, afinal, há amor mais bonito? Há beijo mais doce? Há tentativa mais pura? Há coração mais rendido que este? Não assobiem tão alto comigo. Eu o quero, com todo o bem, mas ele sabe das minhas feridas e receios, sei das dores dele, um ar de compreensão devemos ter. Vou esperar.
Se for... Meu... Fica, se for volta. 
Importante a ela é ter e ser este amor.

Voltei

A tempos que não escrevo, acho que estou com mágoas a respeito das coisas que vem do coração, com medo de transmitir minha alma... Sim, sei que estou errada. Mas todos nós temos chance de errar, aprender e acertar, estou na fase do aprender... Na verdade devo ter algum déficit... Estou demorando para acertar.