Os fones sopram cantos gregorianos nos tímpanos dela.
E de uma vez por todas entendeu. Estará sozinha, não importa o que aconteça. Seja em meio a uma multidão, ou numa montanha só ela e Ele. No calvário, principalmente, estará ela e Ele. Mas tudo vai depender somente dela. Ela vai iniciar, e ela pode colocar o ponto final. Mas ela nunca quer pontos finais, por mais que as circunstâncias da fraqueza a levem a isso. Ela acabara a só. Desmotivada e contraditoriamente com esperança. Sempre haverá uma fisgada no horizonte do seu estômago implorando que continue. Mas ela vai pedir combustível. A quem? Não sei. Ele seria o único que teria. Mas ela é boba e ingênua demais para ficar nessa petição mensal. Não há outra saída, ou fica só e mal acompanhada ou implora a Ele uma fisgada mais forte vinda do horizonte. Afinal de contas ela vai estar só, mas depende d'Ele. Ela beija teus pés e oferece o canto gregoriano numa oração, espera uma graça, mas não devia esperar. Devia ser mais ingênua e fazer sem esperar nada em troca, mas a solidão enlouquece. Ela só precisa descobrir que ficar só tem lá sua graça, ficar só, deixa Ele mais por perto, mas sem aquele canto que a faz rezar duas vezes, ela vai e o deixa. Ela precisa aprender que tudo depende dela, mas ela precisa d'Ele.

A contradição não é carta fora do baralho quando se fala de Amor, e, principalmente, um intenso e verdadeiro como este relatado acima. Contudo, a beleza desta coruscante realidade que nos dá inteireza e ao mesmo tempo nos arrebenta por dentro; que nos lança na solidão e ao mesmo tempo na presença; ou num pesar interior que ao mesmo tempo é leveza de fé; não nos faz alheios aos milagres possíveis, como: o Ele e ela se tornarem (e na verdade o são), no Amor e pelo Amor, um só Nós. Portanto, um lindo Puft! Beijos!
ResponderExcluirQuase um mês sem um texto...Assim...só dizendo....Pra quem acompanha aqui sempre acaba sendo meio ruim
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