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O sentido mais provável que conseguiria me explicar, seria de palavras trocadas de um alguém com algum tipo de convivência ao meu lado, e que ainda não definiria tão bem o meu ser quanto o criador. Eu sou fruto do amor.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Grife'

Abrindo os olhos, cada vez mais que aquele filete de luz do sol do amanhecer invadia o chão do seu quarto, meio acordada, o corpo inteiro adormecido sentindo todo macio daquele colchão... Um nome, uma história, um rapaz... Único... Flash na mente á tona... Uma voz... E lhe escapa um riso, solto e leve, sereno como o filete de luz. Flertou. Beijou o rapaz. Abriu seus olhos. Um sonho acordada. Mas ele não é um sonho. O sonho dela é ele, os sonhos dele são dela. É incerto e intenso. É doce. A qualquer minuto pode tudo desabar e assassinar tudo, mas a qualquer minuto pode ser vida, pode ser uma vida, a vida dela, pode ser dele, pode ser ela, pode ser dela a vida dele, eles podem ter a mesma vida.
E se não for, um dia assim será; na noite anterior despediu-se das irmãs do santuário, diz sentir saudade de casa, saudade de uma alma...gêmea. Acordada, de volta a sua casa, sentada à mesa, fitando a fruta matinal, assustada com os devaneios da mente, com o que lhe ocorrerá:

- Mais café, por favor.
- Vai a praia?
- Marquei com ele de frente ao mar, na segunda duna de areia.

Passou o seu melhor perfume e usava a sua camisa predileta, colorida, que a muito não via, naquele santuário onde estava na noite anterior, suas roupas modéstas eram sem cor. Abandonou-o, mas não por isso, mas pela alma que lhe fazia falta.
O avistou sentado, de bermuda, descalço, abraçado as pernas, lhe aguardando. Sentou-se ao lado dele. Ele a fitou. De tudo queriam saber, queriam afundar um no outro como antes, sorriram e sentiram a dor de tudo. Abraço dado e um convite do nosso lado...
'Vem, vamos além...'

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