Dessa vez ele me tirou o sucêgo. A insônia prolonga minha tortura. Inventei de fitar o céu e sem querer senti os chuviscos chocarem-se em meu rosto... respirei um ar, que mais se igualava ao teu, não chegava aos pés do teu beijo, mas eu sentia o intenso com todo mel de desejos que teu calor inventa de me oferecer. Eu deveria dormir espremia minhas pálpebras até fazer doer, mas nada que era meu me respeitava. Não hesite quando eu resolver esperar sua vez, na troca de carícias, não me presenteie com rodeios, gostaria de receber uma resposta nobre, a minha altura (não literal). Me encha das tuas dúvidas, da tua temperatura outra vez, dos teus sorrisos de menino bom. Não tire algo de mim, palavras preciosas sem ao menos ter a mesma certeza que a minha, nem me toque sem saber se eu te quero da mesma maneira. Devolva minha quietude em silêncio, ou com o toque dos seus lábios em sinal de respeito, mas não esqueça de devolver meu coração, ele é a melhor coisa que tenho.