Se numa dança você não conseguira acompanha-la, por que achas que nas loucuras, desejos, risadas, esportes, tristezas, lanches, leituras e afins você conseguirá?
Compreendo a vontade, os esforços, mas se o esforço não lhes trouxer boas gargalhadas, os desejos dela tiverem limites para você, as loucuras forem insanas demais, se nos esportes que ela pratica você não aprender, nas tristeza lhe faltarem palavras, as leituras que ela faz lhe causarem tédio e os afins não combinarem, então solte as mãos dela e a vigie de longe, sabe? Deixe-a sair correndo na sua frente como de costume, mas não apresse mais o passo para alcança-la, deixe. Abrace-a, despeça. No caminho de volta, pense e não imagine que serão os melhores amigos, esqueça qualquer esperança. Um dia serão, mas não agora, talvez daqui 50 anos. Não se sabe.
O amor a dois quando está certo ele vem com a lei da atração, com mil e umas dificuldades que parecem mais um convite ao fim de tudo, mas no final do dia, da semana ou do mesmo mês acaba tudo ficando muito certo. Os dois se ensinam um zilhão de coisas, emburram com mais 2 bilhões e sorriem por motivos N e incógnitas. A reciprocidade do amor fica as claras, fica tão as claras que mesmo diante de uma discussão não há dúvidas.
Os filmes românticos insistem tanto, tanto, para que acreditemos na magia de um par perfeito. Não, eles não mentem, a mensagem mesmo de tanta insistência é para que mesmo com decepções, desapontamentos não desistamos de um dia encontra-lo. Mesmo soltando as mãos daquela maravilha de menina que não combinara com tua alma, haverá sim a tua combinação solta por aí, então, arrume-se, fique bem, aprenda um pouco de geografia, história, ciências e cálculo, aprenda piadas novas, faça uma festa convide a todos, se torne um atleta e cozinhe enquanto assiste vídeos de culinária. Vá em frente, antes que você morra e ninguém tenha nenhum parágrafo para escrever de ti, não que isso importe, mas é bom ter boas lembranças de alguém sabe?
Para um amigo.

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