A nossa aventura é imprudência.
É inventar desculpa pra sentar do lado de um estranho em um bar qualquer só pra ouvir de perto aquele sotaque.
É passar horas de uma noite descobrindo afinidades, coincidências assustadoras e farfalhar na imaginação.
É pensar que a luta no ringue adiante não devia acabar, mas dar mais tempo ao embate silencioso de olhos.
É pensar que a luta no ringue adiante não devia acabar, mas dar mais tempo ao embate silencioso de olhos.
É quando todo mínimo toque é muito e o muito é, ainda assim, pouco: É querer mais.
É quando na primeira despedida se sente as pernas trocarem e a incerteza vir em forma de suor de mãos.
É o espaço de tempo que divide a entrega de um numero-convite em papel e o olho que segue até não alcançar mais: Se chama despedida cinza.
É o espaço de tempo que divide a entrega de um numero-convite em papel e o olho que segue até não alcançar mais: Se chama despedida cinza.
Nessa nossa aventura, toda casualidade é farol. Brilha na luz da hesitação. Grita no ouvido, ainda que a teimosia da dúvida se faça de âncora.
[Não existem dúvidas nisso, tudo é certeza tímida que acena e faz charminho]
[Não existem dúvidas nisso, tudo é certeza tímida que acena e faz charminho]
Nos descobrimos ao descobrir que no primeiro beijo o mundo explodiu.
Que não existiria outro. Aquele primeiro é o último primeiro beijo que se quer num dia eterno, mas que se acaba.
Que não existiria outro. Aquele primeiro é o último primeiro beijo que se quer num dia eterno, mas que se acaba.
Você torceu o cronômetro e avessou a física: quando menos esperava a visita dobrou o sol, guardou no bolso e tornou a soltar na manhã seguinte (e não se fica satisfeito).
A ampulheta deita e assim se congela o tempo.
A ampulheta deita e assim se congela o tempo.
É quando o nariz descobre que o pescoço é praça de passeio constante.
Quando se vira pintor surrealista de aquarela imaginária nas costas do outro: o dorso curvo é uma tela que nunca se acaba de pintar.
Quando se vira pintor surrealista de aquarela imaginária nas costas do outro: o dorso curvo é uma tela que nunca se acaba de pintar.
Nossa aventura é janela de cego. Mapa em braile a se traçar e repetir com dedos atenciosos e curiosos. Você surgiu feito relâmpago, que surge antes do barulho. É fatal na vida de um e funde dois.
Faz bater coração de lata e transformar pedra em suspiro.
Faz bater coração de lata e transformar pedra em suspiro.
Nós não temos vergonha. Nós somos sem vergonha. Nos livramos de roupas com a facilidade que um cigarro se esvai. Sim, pode fumar aqui.
Você não me completa, mas acrescenta.
Soma com cara de dividir numa operação matemática complexa que se resolve um dia por vez, mas se define as variáveis num único beijo que se repete com todos os exageros que a vida permite:
Toda essa aventura é teórica-prática de insurreições algébricas de corpo-alma.
Soma com cara de dividir numa operação matemática complexa que se resolve um dia por vez, mas se define as variáveis num único beijo que se repete com todos os exageros que a vida permite:
Toda essa aventura é teórica-prática de insurreições algébricas de corpo-alma.
É ser inconsequente e renovar todos os dias a promessa rebelde de revolução entre as colchas, entre as coxas, entre as conchas.
É uma criança com uma caixa cheia de dinamites.
Acendemos o pavio e esperamos juntos pela explosão: explosão, incêndio e nunca cinzas.
Sempre fogo, mesmo quando o coração muda de salsa para tango.
É uma criança com uma caixa cheia de dinamites.
Acendemos o pavio e esperamos juntos pela explosão: explosão, incêndio e nunca cinzas.
Sempre fogo, mesmo quando o coração muda de salsa para tango.
Você é pra mim tudo isso e um pouco daquilo com uma pitada daquilo outro.
A nossa loucura/aventura não é um amontoado de anos – tempo tempo tempo – é um dia por vez, sem virar a folha do calendário: na nossa loucura, É SEMPRE HOJE.
A nossa loucura/aventura não é um amontoado de anos – tempo tempo tempo – é um dia por vez, sem virar a folha do calendário: na nossa loucura, É SEMPRE HOJE.
Por: Danilo Fani
Para: Drika Lima

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