
Foi seu sorriso, foi também a maneira como você deixa seus cabelos, um jeito em que você segura minhas mãos, as músicas que você me fez ouvir, as tuas aventuras tão faladas, suas orações no silêncio e no barulho, nossos abraços nas despedidas, nossas gargalhadas sem fim em momentos impróprios, foram seus segredos lindos, lidos, longos e curtos, a sua aceitação em permitir eu te acordar no auge do teu sono, foram teus registros fotográficos, nossas semelhanças leves e nada comuns, teu olhar desconfiado ao desconhecido, teus argumentos nobres, meigos e maduros, tua preocupação com minha ausência sem motivo, foi essa sina de menina encantada. Nosso lanche está preparado para ser devorado ao lado dos nossos filmes prediletos esta tarde, e quando acabarem os filmes, tratei de lavar algumas frutas para serem beliscadas enquanto aos pulos sobre o colchão cantaríamos todas as canções que nos atraem. Eu te aconselharia a não amar errado, mesmo eu amando tanto por aí, e você poderia me ajudar no dever de casa, poderia responder para mim também. E quando cansadas estivermos, em meio a palavras de sono, contaríamos e repararíamos das novas das nossas vidas. O dia seguinte seria nosso novamente, faríamos preces e agradeceríamos ao Criador o dom de viver, em meio as nossas tardes unidas, rindo átona, nossa amizade seria assim: toda cheia de juventude, engolida por nossas histórias de meninas, meninas sapecas, cheias de bagunças feitas por nós mesmas, para arrumar!
Um mágico teatro faríamos para o resto da vida, não pelos aplausos infinitos, mas pela magia que tem de nos imaginar atuando juntas na vida algo tão real e que as vezes tão difícil... Uma amizade.
Dedicado à Bárbara Fragoso com amor, e toda benção de Deus.

