Fui buscar umas folhas para que você colorisse o que há dentro da sua mente até que sentisse teu tédio incolor. Entendi que você precisa dizer sempre um pouco de tudo, se não explodem palavras pelos teus olhos, e não há um ser que há console se não você mesma. Ouvi por horas e horas, você tagarelando seus jeitos vividos e de viver enquanto os petiscos esvaziavam o prato e volta e meia fitava seu olhar de autenticidade retida. Por que ainda filtra teu sorriso? Abro teu refri e você pode continuar derramada neste tapete ao meu lado, esvaziando-se e comendo teu bolo. Me diga como você observa o que não é observado, fala por dentro o que é esquecido lá fora, diga do dia que você acompanhou um passarinho e encantou-se pela liberdade de um ser tão pequeno, conte quando descobriu ser frágil, mas não esquece que não podemos passar da hora, amanhã pegaremos o vôo para a selva de pedras, não há muito sossego, mas para você mente vazia é um tanto quanto arma branca. Já te falei sobre sua alma, incógnita, deslumbrante, única e sapeca. Então pois, é única, deixa de lado tudo isso e continua sendo aquilo, continua sendo o que acabara de colorir nessa tua folha, teu sorriso será ainda mais belo, mas pare de apertar seu coração, esmague com seu all star apenas o que estiver entre o delicado e o hostil, afinal ninguém gosta de estar no meio como um intruso ou de meios termos, meios sentidos, meios sorrisos, pessoas pela metade, meios sucessos, ou é inteiro teu ou é inteiro de outros e que fique longe, o que importa é teu ser nobre e único, tua alma de palha italiana reluzente!
Dedicado a Hisses.

Ah como eu amo esse texto. Obrigada, Drika! <3
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