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O sentido mais provável que conseguiria me explicar, seria de palavras trocadas de um alguém com algum tipo de convivência ao meu lado, e que ainda não definiria tão bem o meu ser quanto o criador. Eu sou fruto do amor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Intensar em Dançar


Te segui na ponta dos pés, e foi de propósito... minha sapatilha suportara meu peso tranquilamente, mas meus joelhos já estavam em extremos de limites dolorosos. Foi um compasso, me aproximei de seu peito, podia sentir sua respiração calma, e conseguia me concentrar o suficiente para sentir sua mão aberta pressionando-me contra você e vibrei em ver teu ego tão de perto diminuir-se com todo aquele realismo romântico, e sem esforços para que se torne tão intenso quanto estava... Com suas forças me fez elevar meu corpo sobre sua cabeça... Ao descer-me me fez sentir todos os músculos quentes e pareciam mais afiados, nem o olhar mais fixo do qual nos proponhamos nos doar naquela dança conseguia sozinho suprir o significado de cada toque, cada desejo, cada forma que se encaixava... meu corpo ao seu. E eu que pensava que poderia ter a técnica perfeita e o domínio, nos encontrávamos num processo lento, eram informações de se encher o estômago, não sobravam espaço nem para as borboletas, eu já nem sentia meus dedos dos pés, estavam entorpecidos com este aroma tão pouco reconhecido por humanos desse cotidiano. Sem medos, com ousadia, dispostos ali no palco a nos amar, a amar, dançar, sentir, e sentirmos um ao outro, e só. Chegando em casa não consegui pendurar as sapatilhas, meu transi era composto até pela trilha sonora que nos acompanhara no palco. Continuei a dançar...e te amar.

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