Gostaria do fundo do coração de estar escrevendo e não digitando, mas eu tenho essa mania obscura de gostar de bagunça, de desorganização, sabe?
Tira aquele jeans ali daquele lugar, tem um banco embaixo, sente-se nele, agora me leia.
Se você não me ler, o que que eu estarei fazendo aqui?
Você nem quer ler a primeira frase! AH, vai cagar você!
Ok, desculpa, não queria dizer isso, mesmo que queira um pouco.
Mas se você não ler a merda do conteúdo que eu carrego como você quer me interpretar?
Como vai responder às pessoas sobre mim quando elas perguntarem o que tá escrito na página tal?
Na boa?
Devolve o livro-eu para a estante.
É que... Me entende?
Tem que me ler.
Tem que me querer, me deixar envelhecer nas tuas mãos, me levar para cama contigo, me ler um pouco, até que você pegue no sono e vou continuar do teu lado, te observado... Me leve para todos os lugares que for, serei útil até quando eu estiver sendo chata e monótona, te juro, te juro que vai ter uma parte em que você vai se empolgar e rir comigo, terão outras que você vai chorar e morrer de raiva, vai me largar na cama e sair, mas você não vai se arrepender de me ler até o final, sou um livro interessantíssimo.
Vou te acrescentar tanto quanto ao mesmo tempo nada.
Mas nunca vou te deixar enquanto estiver me lendo.
Se não quiser, tudo bem, tem outros livros por aí, mesmo que a história não seja a mesma que a que você tem para descobrir ao meu lado, há outros livros, mas se me ler... Já sabe... Não vai se arrepender, vai ser meu leitor, meu até o final, envolvida em teus dedos, indo para todos os cantos contigo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário