
Ela se sentou fitou os olhos do grande homem que sorria e andava em sua direção. Sentindo a alta temperatura de sua face, ela arriscava corresponder o sorriso do rapaz, sentia seus olhos saltarem cintilantes raios que sem dúvida nenhuma demonstravam absoluta felicidade. Estavam juntos novamente em pleno o tempo sucegado, abobalhada ela não sabia descrever em tom alto o que passara em sua mente, em seu coração. Em conforto prático o casal murmurava palavras muito difícieis para muitos sentirem.. Cuidadosamente ela não deixava sua boca o soltar tudo, não haveria motivos para nutrir tanto um amor prematuro, por mais sofisticado e novo que fosse. Sentiam o calor do corpo um do outro. Preparavam-se para amar novamente com cicatrizes que nenhum dos dois eram culpados, talvez cúmplices de impulsos inexistentes, mas nunca culpados. Humilde e satisfeita ela clamava pela bebida que o rapaz compreendia, e nunca sentira sabor algum, carregada por uma taça com conteúdo em líquido forte. Respeitava a noite pois via as estrelas te anunciarem doces caminhos desconhecidos. Em êxtase quase inigualável ela podia entregar seu coração em todas as dimensões ao grande rapaz que naquela noite embalava sua vida na dele na mera plenitude que ela sempre sonhara. Nos braços de seu novo amante terrestre, entrelaçava os dedos em carinho inédito. Secreto como de costume o rapaz finalizava sempre os pensamentos dela com um interrogativo, nunca incômodo, porém cheio de desejos a prolongamentos intensos em jogo limpo.
Medrosos e Amantes, acima de tudo recusando a impostura que os casos da vida os remetem.
Em ar delicado nada estava fora do lugar, só lhes faltava juízo.
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